a PM platinada
PMs. Muitos. De uniforme cinza. O colete por baixo da camisa. Não é peito de super-herói, mas pode salvar. Mesmo sem santo nem fé. Nunca se sabe. Disparo de arma de fogo não só nas folhas do processo e no relatório da perícia. O corpo da vítima posto no papel. Ângulos de entrada e saída. Cápsulas e disparos. Choque hemorrágico. Um dia. Na plenária, sem aviso. Um outro projétil. Do parente sem consolo. Da viúva sem mansidão nem pensão do INSS. Sentença pouca para tanto sofrimento. Maldito. As contas da justiça não fecham. Tem que fazer. Mesmo que suje as mãos. Maldito. Só assim mesmo. É. A indignação domina. Parente-bicho-fera. A mão vira pata e dispara. Mais um crime. No susto, o choque. Tanto sangue. E medo. E grito. O réu-vítima sem cadeia. Talvez sem chance. O corpo ainda sem laudo. Mas este não é o dia do disparo na plenária. Talvez sem chegar. Nunca. Ainda bem. Para ela. Entre os PMs de cinza, a única mulher. Loira. De cabelos bem curtos. O capricho sob o boné. Platinada. Um po...

Parabéns Eda!
ResponderExcluirPena que eu não pude ir ao lançamento do livro te parabenizar pessoalmente...
Tudo de bom, muita sorte e felicidade!
Eda, seus livros são todos "públicos"? Assim como o texto "Menino"...
ResponderExcluirEstou fazendo um trabalho sobre ele e gostaria de ler mais de seus livros, se possível poderia disponibilizar o link para download?
Olá! Apesar de "Anônimo", vc deve ser aluno da Profa. Eleida. Vcs estão trabalhando com um texto em processo, não "público" - e voltado para público infantil.
ExcluirMeus livros são adultos e estão à venda na Livraria Cultura - mas neste blog há vários textos, todos de minha autoria, inclusive alguns são versões iniciais de narrativas de "Traço comum".
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