Aprecio chás, sem ter me tornado uma fã de variações gourmet – nesta cidade onde agora têm se espalhado lugares não só para beber, mas principalmente adquirir infusões de misturas surpreendentes e nomes encantatórios. Minha simpatia é por algo de botica nessas tea shops , de herbário onde se encontraria cura para todas as doenças do corpo - e da alma... Aqui meu personagem é uma carinhosa brincadeira com um amigo e também homenagem ao mais famoso Nabokov, adaptado por Kubrick – hoje fantasia onipresente que pode assumir ares de perversão. Neste meu caro hotel, em vez de um cool jazz , pode tocar “O cisne”, de “O Carnaval dos Animais”, de Camille Saint-Saëns, na versão com Yo-Yo Ma ao violoncelo. De mood um pouco melancólico, este personagem pode se sentir parte de outro tempo e lugar, talvez da Viena de Schnitzler, talvez da Riviera Francesa de Cary Grant e Grace Kelly em “Ladrão de Casaca”. Boa degustação! Chá com um cisne ...
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